Luciana Mizutani é diretora, atriz, artista-pesquisadora e docente, com atuação consistente na interseção entre artes da cena, pedagogia e pesquisa acadêmica. Sua trajetória artística e formativa se concentra no estado de São Paulo apesar de ter circulação nacional e internacional.
É bacharela em Artes Cênicas pelo Instituto de Artes da Unicamp (2005), onde também concluiu o mestrado (Orientação de Mariana Baruco Machado Andraus – 2019) e o doutorado em Artes da Cena (Orientação de Renato Ferracini – 2024). Também sob supervisão de Renato Ferracini (Lume Teatro) realizou pós-doutorado nos arquivos corporais do Lume Teatro no Institute for Psychoacoustics and Electronic Music da Ghent University (Bélgica). Atualmente desenvolve um segundo pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da USP, na Cátedra Olavo Setúbal com titularidade de Nísia Trindade, Alemberg Quindins e Fernando Almeida. A sua atual pesquisa “Errâncias em territórios de aprendizado: mediações possíveis no diálogo com arte e tecnologia” se dá sob a supervisão de Fernando Almeida. Encontra-se também em processo de formação em Licenciatura em Artes, ampliando sua atuação no campo pedagógico.
Como atriz, participou de diversos espetáculos teatrais, séries e produções audiovisuais, com destaque para Dragão de Fogo (Direção de Marcelo Lazzaratto e texto de Cássio Pires – Vencedor da 4ª edição do Projeto São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem), A Roupa Nova do Imperador, Os Saltimbancos e O Despertador (Direção de Dirceu de Carvalho), Alcateia e Catleia (Direção de Veronica Fabrini) e O Doente Imaginário (Direção de Márcio Tadeu). Atuou ainda em produções para televisão, como Negócio da China (de Miguel Falabella na Rede Globo) e o Módulo de Mecânica do projeto Paula Souza (TV Cultura). Entre seus trabalhos em dublagem, voz original e audiolivros estão “Será isso amor?” (Personagem: Figem) e o audiolivro “Ora ora, desencana! Quem quer bolo de banana?”.
Na direção, assinou espetáculos teatrais como A Ópera dos Três Reis (Cia Eclipse de Arte e Cultura), Lara e o Pássaro (Alvorada Cultural) e Chulo Miráculo (Teatro do Bardo). Parte de sua produção está vinculada a contextos pedagógicos e formativos, dirigindo montagens que atravessam dramaturgias clássicas e contemporâneas, sempre em diálogo com processos de aprendizagem e pesquisa nas artes da cena.
Sua pesquisa articula teatro, tecnologias emergentes, educação, arquivos corporais, luta cênica e política, com atenção especial às relações entre corpo, mídia, ativismo e arte. Em 2024, sua tese recebeu o Prêmio Vladimir Herzog em Direitos Humanos, reafirmando o compromisso de sua atuação artística vinculada a questões sociais, culturais e políticas contemporâneas.
Atualmente, integra o corpo docente da escola do Espaço Cultural Fábrica das Artes, contribuindo com sua experiência como artista, pesquisadora e educadora, em uma perspectiva crítica e sensível da prática artística.
